domingo, 30 de maio de 2010

Resiliência

Resiliência (psicologia)


A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer.

Já o pesquisador George Souza Barbosa entende a resiliência como um amálgama de sete fatores: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Não precisamos abraçar a causa psicanalítica, mas deveríamos todos nos debruçar na leitura dos escritos Freudianos, ao menos uma só vez, para o próprio deleite.

Suas palavras sempre tão objetivas visavam sim a clareza científica e a precisão cirúrgica na liturgia racionalista do início do século passado. Rompeu-se naquele dado momento a aliança com o saber médico e sua dogmática cartilha, onde um corpo doente, dotado de um sintoma físico patogênico, era sabido somente através da ótica das causas orgânicas.
Freud foi ao mais-além. Rompeu, escreveu e delineou a obscuridade dos desejos e das aspirações humanas.
Nas cinco lições de psicanálise ele é bastante conciso com sua proposta e enumera seus pressupostos defendendo brilhantemente sua tese psicanalítica, onde o homem civilizado pode encaixar-se perfeitamente: sonhos, chistes, neurose, histeria, atos falhos, sintomas substitutivos, pulsões sexuais, desejos desenfreados, sexualidade infantil, sublimação sexual, homossexualidade (ponto fraco), fantasia, arte...
Acho que é por aqui que devemos começar a leitura e, quem sabe,possamos estar sempre referidos à época em que foi escrito e tantas outras possíveis considerações... Dr. Freud tinha também a sua historia pessoal, o seu comprometimento neurótico.
Fico aqui com um trecho magnífico da quinta lição de psicanálise, em que ele fala, e também se inclui no discurso de homem de cultura, um trecho belíssimo sobre a criação artística:

“Hão de notar que nós homens, com as elevadas aspirações de nossa cultura e sob a pressão das íntimas repressões, achamos a realidade de todo insatisfatória e por isso mantemos uma vida de fantasia, onde nos comprazemos em compensar as deficiências da realidade, engendrando realizações de desejos. Nestas fantasias há muito da própria natureza constitucional da personalidade e muito dos sentimentos recalcados. O homem enérgico e vencedor é aquele que pelo próprio esforço consegue transformar em realidade seus castelos no ar. Quando esse resultado não é atingido, seja por oposição do mundo exterior, seja por fraqueza do indivíduo, este se desprende da realidade, recolhendo-se aonde possa gozar, isto é, ao seu mundo de fantasia, cujo conteúdo no caso de moléstia se transforma em sintoma. Em certas condições favoráveis, ainda lhe é possível encontrar outro caminho dessas fantasias para a realidade, em vez de se alhear dela definitivamente pela regressão ao período infantil. Quando a pessoa inimizada com a realidade possui dotes artísticos (psicologicamente ainda enigmáticos) podem suas fantasias transmudar-se não em sintomas senão em criações artísticas, subtrai-se desse modo à neurose e reata as ligações com a realidade(Cf. Rank, 1907.) Quando com a revolta perpétua contra o mundo real faltam ou são insuficientes esses preciosos dons, é absolutamente inevitável que a libido, seguindo a origem da fantasia, chegue ao reavivamento dos desejos infantis, e com isso a neurose, representante, em nossos dias, do claustro aonde costumavam recolher-se todas as pessoas desiludidas da vida ou que se sentiam fracas demais para viver."

(Freud.Sigmund, 1910 p. 47.volume XI)

domingo, 9 de maio de 2010

Entre dois tempos

Se por hoje penso estar vazia, solta no silêncio, entre o espaço de dois tempos, decido permanecer quieta e atenta aos sinais do vento e a passagem da ventania.
Sujeita as intempéries do espírito inquieto dos tempos...contemporizo: paro a meta e estanco a indecisão até que tudo pareça mais claro e que possa deslizar por aí...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Da caixa que se agita

ACORDEI E VI O LEITE DERRAMADO EM MINHA CAMA. APRENDI QUE EM CERTOS DIAS É MELHOR NEM ME LEVANTAR. (PAUSAR O TEMPO) LIVRAR OS MAUS AGOUROS PARA QUE ELES POSSAM MURCHAR NAS PLANÍCIES INABITÁVEIS ONDE AS ALMAS NÃO CIRCULAM.
ASSIM QUE RESOLVI DERRAMAR O LEITE PENSEI QUE TALVEZ PRECISASSE ALIMENTAR ALGUÉM COM QUASE SETE ANOS DE IDADE E RESOLVI ENTORNAR O CALDO MESMO ASSIM.
SEGURANÇA DESALMADA!PERCEBI QUE JÁ ANDAVA SETE ANOS POR TAIS PLANÍCIES, DESCALÇA, E ASSIM IA ESFOLANDO MEUS PÉS, ARRASTANDO OS RESTOS QUE CARREGAVA DENTRO DA MALA PESADA SOBRE MEUS OMBROS. DEIXAVA-ME CORTAR A FACE, DESFIANDO LENTAMENTE O QUE RESTAVA DE DIGNO DENTRO DO MEU PEQUENO GRANDE SER.
♪BOTÃO DE ROSA ASSIM TÃO PEQUENINO♪ CABE COMO UM VERSO DENTRO DO MEU BAÚ VALOROSO DE AMOR.
POR FORÇA DE UMA BREVE FATALIDADE DA LEI DOS HOMENS, AQUELES QUE ME CAUSAM ASCO DETERMINAM O QUE DEVO E O QUE NÃO DEVO.
PARAR DE RESPIRAR? MELHOR PARAR PARA RESPIRAR... PENSAM-SE SERES ULTRACORRETOS; DIGNÍSSIMOS SENHORES FEUDAIS, BEM DOTADOS E INDISPENSÁVEIS: OS ESCOLHIDOS PELO PAI CELESTIAL. E NÃO É QUE ELES ACREDITAM REALMENTE NA EXISTÊNCIA DIVINA. AQUELE LÁ EM CIMA, TODO ONIPOTENTE E CANSADO, É O TAL CARA, O CEGO RESPONSÁVEL PELA SAGACIDADE DOS AFORTUNADOS E PELAS NOITES DE SONO DOS ALGOZES... MAS DÃO GRAÇAS A TARJA PRETA, VIDRINHO BEM DESTAMPADO, QUE MORA EM CIMA DO ALTAR...
(AMBIENTE: CARPETES CAROS E TEMPERATURA AMBIENTE).
NÃO CREIO MAIS EM DEUS, MAS ISSO NÃO ME IMPEDE DE ASCENDER VELAS AOS ANJOS. E PEÇO. EU ROGO, IMPLORO E SUPLICO: - LIBERTEM MINHA ALMA!
... E DE TRISTEZA, MUITOS DIAS, MEUS OLHOS FIAM O TEMPO PERDIDO, AFUNDAM INEXPRESSÍVEIS EM UM MAR SEM FIM. PERCO O OLHAR EMBAÇADO EM TAIS PLANÍCIES.
CARA A FELICIDADE. APERTADAS AS AMARRAS. AS AMARRO. MAS AS PALAVRAS AVANÇAM E PARA TRÁS FICA A VONTADE EXTENUANTE DO FALSO ARBÍTRIO CRISTÃO: A AFLIÇÃO.
AS PALAVRAS QUEIXAM-SE DE MIM E PRECISO OUVI-LAS RECLAMAREM, PECAREM À VONTADE, PARA FORA E PARA FORA DA CAIXA QUE SE AGITA. DESLUMBRE DE FATO FOTO QUE QUEIMA A BARRA DOS PENSAMENTOS E QUE ALISA FINO, A FACE DE CADA UM QUE ME FAZ CERTOS FAVORES INAFIANÇÁVEIS.
SEMPRE DESEJEI A MORTE DO REI. A CABEÇA ROLANDO E A MACACADA SORRINDO ENLOUQUECIDA MENTE EM CIMA DO CAIXÃO. LOUCURA FIEL!
A BONDADE É PARA OS FRACOS DE ESPÍRITO, OS FORTES ESCAPAM E DEIXAM O LEITE ESCORRENDO POR AÍ. EMBRIAGUEZ E TUBERCULOSE NÃO SÃO DUAS ARMAS COMPATÍVEIS.
PREFIRO OS ÉBRIOS E OS QUE VOAM POR SOBRE AS PLANÍCIES ORVALHADAS, DANÇANDO SEM VESTES, PARA A LUA CALADA, ENTORPECIDA EM SEU LAMENTO MUDO PELAS ALMAS AMORDAÇADAS...

quinta-feira, 25 de março de 2010

wings of desire


O tempo cura, mas e se o tempo for a doença?
É como se às vezes tivéssemos de nos curvar para continuar vivendo...Vida, um olhar basta....

quarta-feira, 24 de março de 2010

Nazca men

Pergunta do rebento: “Quando surgiu a mulher?”
Porque do homem ele sabia
Tinham os macacos, que evoluíram e transformaram-se em homens.
"Mas e as mulheres, quando e como elas surgiram?”
Pensando em espécie, expliquei um pouco o que eles queriam dizer com isso...
Pensei, repensei...
Porque cargas d’água não incluíram as mulheres e porque não: “... E dai evoluíram e viraram mulheres”
Stars shinning brigth above you


Night breezes seems to whisper "I love you"

Birds singing in the sycamore tree

Dream a little dream of me

Say nighty-night and kiss me

Just hold me tight and tell me you miss me

While I'm alone and blue, as can be

Dream a little dream of me

Stars fading but I linger on, dear

Still craving your kiss

I'm longing to linger till dawn, dear

Just saying this

Sweet dreams till sunbeams find you

Sweet dreams that leave all worries behind you

But in your dreams whatever they be

Dream a little dream of me